Atualizações, bem-vindas!

Chegamos ao final de 2015 e aguardamos novidades acerca do Museu de C&T da Bahia, o primeiro museu interativo da América Latina. Apenas para recapitular, o Museu foi inaugurado em 1979, abandonado na década de 1990, resgatado a partir de 2007 e novamente sucateado a partir de 2010.

Em 2015,  a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado da Bahia – Secti apresentou um projeto para revitalizar e requalificar o espaço, devolvendo à sociedade um patrimônio e garantindo a manutenção continuada. A Secti ainda promete: um novo museu que se caracterizará como “um espaço interativo onde os visitantes poderão não apenas interagir com as instalações, mas também pró-ativamente desenvolver atividades ligadas à cultura, ciência e tecnologia”.

O projeto absorve também algumas propostas de ações com “vistas à preservação ambiental e aproveitamento de energias renováveis, como a reciclagem de água e instalação de células solares fotovoltaicas na cobertura do edifício principal”. Lembramos: o teto corria o risco de desabar até pouco tempo, e enquanto a Uneb pode ocupar os ambientes do Museu, cada vez mais a estrutura do lugar fica comprometida.

Em tese, a Secti quer (e deve!) buscar a reintrodução do Museu no cotidiano soteropolitano. Além das melhorias, permitir a integração com comunidades vizinhas, tanto para o lazer e o conhecimento, como para a preservação ambiental, porque o Museu faz parte do Parque Metropolitano de Pituaçu, e os efeitos da urbanização ao seu redor são drásticos, começando pela ocupação desordenada e a poluição.

A Secti informa que “o Projeto de Reabilitação Arquitetônica e Revitalização Museal e Expográfica propõe a recuperação total do espaço, respeitando sua pré-existência física e ambiental, prevendo a reabertura do MCT no prazo mínimo de 2 anos”. A gente continua assistindo e esperando…

Mudanças em CT&I na Bahia

A Secti também tem realizado algumas mudanças para tentar dar impulso aos campos de Ciência, Tecnologia & Inovação do estado, já que os últimos governos, incluindo o atual, demonstraram pouca competência técnica e vontade para investir e garantir o sucesso de trabalhos realizados em equipamentos acadêmicos e adjacentes, como centros de ciência e tecnologia, fundações de amparo à pesquisa, etc. Trabalhos encabeçados por técnicos, estudantes, mestres, doutores e cientistas que se esforçaram para o sucesso destes equipamentos. Sim, tem dendê na Ciência!

Um exemplo das recentes mudanças é a transformação da importante Incubadora de Empresas de Base Tecnológica – Incubatec, que foi fundada no Centro de Pesquisas e Desenvolvimento – CEPED, nos anos de 1990, em Camaçari. Hoje a INCUBATEC possui equipe reduzida e poucos empreendimentos incubados. Por isso, ainda está sendo estudada a união desta incubadora com Áity, Incubadora do parque Tecnológico da Bahia, outro espasmo… As incubadoras poderão ter gestão e assessoria compartilhadas, possibilitando a redução de custos e ampliação de oportunidades. Assim a INCUBATEC deve ser chamar Áity Industrial, podendo abrigar empresas que necessitem de espaços amplos para se instalação, principalmente nos setores químico, petroquímico, mecânico, mecatrônico, biotecnologia, meio ambiente, energia e alimentos/agroindústria.

Enquanto isso, a educação baiana  e os jovens empresários do estado carecem de equipamentos que possam fornecer estrutura e equipe articuladas para o desenvolvimento de seus projetos. E assim as pesquisas custam a avançar, novos emprego e renda não são gerados, e os velhos marinheiros do mar da Bahia observam as ondas que balançam seus barcos, cada um com seu rumo.

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