Sobre o aprendizado

O aprendizado não é determinado por um método, um espaço ou um intermediário, ele é um processo compreendido de vários fatores. Então, o momento de aprender se torna mais importante que o lugar: o que varia é o processo em cada um de nós. Mas um lugar pode contribuir muito nesta rede, e quando este lugar é um espaço recheado de agentes o processo se torna mais flexível e compreensível. Esta era uma condição do Museu de C&T da Bahia, ao se manter como museu interativo e viabilizador do aprendizado lúdico de Ciência & Tecnologia para qualquer visitante.   Além do livro, da sala de aula, do professor, da biblioteca… a curiosidade de um estudante que tivesse, inclusive, dificuldades com conhecimentos de Física ou Matemática, em Salvador especialmente, era ativada com os equipamentos e experimentos interativos do Museu. A interatividade permitia muito. Não desconsideramos a importância e o impacto que o computador (desktops, notebooks, tablets, celulares…) tem oferecido ao homem contemporâneo. Mas, ao comparar a experiência presencial com a experiência virtual, percebemos que compreender um conceito provocando-o na realidade é muito mais interessante que clicar botões. Com o desgaste, abandono e não preservação de equipamentos culturais (museus, centros de ciência, bibliotecas…), proliferam na web os espaços virtuais de aprendizado. Claro, eles são importantes para aqueles que têm dificuldade ou não dispõem do acesso aos equipamentos “reais”. Possibilitam o intercâmbio de conhecimento, enfim. Os louros e benefícios ficam para outro post…

Abaixo, mais uma novidade desta seara:

Empresa em Salvador desenvolve laboratório virtual de física para facilitar aprendizado

Você que é ou já foi aluno de física deve lembrar muito bem de todos os desenhos com planos retos, planos inclinados, carros, bolas, caixas, sem contar nos circuitos elétricos que o professor desenhava no quadro. Quantas vezes você quis saber como seria na prática cada uma daquelas situações? Agora é possível. A Educandus, empresa há 22 anos no mercado de tecnologia educacional, desenvolveu o Newton, um laboratório virtual interativo para geração de simuladores e experimentos de física na internet. O Newton permite que estudantes e professores montem seus experimentos acessando, através do simples click do mouse, os diversos componentes e medidores necessários, de forma semelhante aos modelos reais.

Dotado de login e senha, o laboratório virtual possibilita aos professores monitorarem o aprendizado do aluno através do LMS (Learning Management System), podendo, desta forma, identificar as dificuldades no aprendizado. O Newton traz inúmeras funcionalidades exclusivas que facilitam a compreensão dos fenômenos físicos simulados. O maior envolvimento e a facilidade de compreensão dos assuntos são promovidos pela alta interação proporcionada pelos experimentos e a interface gráfica em alta resolução, contando com recursos 3D. O Newton permite que os experimentos sejam gravados e visualizados por outros usuários: “Se você gravar um experimento no Newton e eu gostar, posso estudá-lo, modificá-lo e gravar como se fosse um novo experimento enriquecendo a biblioteca do laboratório”, explica José Valber Cavalcante, coordenador do projeto.

Os simuladores funcionam como experimentos prontos onde o usuário apenas informa valores para algumas variáveis e assiste a execução do fenômeno sem poder interferir. É possível, por exemplo, montar circuitos elétricos e medir a corrente e voltagem, simular movimentos de corpos sólidos alterando velocidade, atrito, resistência do ar e outras variáveis que possam interferir no movimento proposto. Para isso, o Newton disponibiliza planos horizontais e inclinados, polias, molas, blocos, bolas, medidores de velocidade, tempo, aceleração, peso, referências de atrito, gravidade, elasticidade, massa e muitas outras propriedades e ferramentas.

Além de montar e gravar experimentos referentes aos exercícios proposto em sala de aula, o aluno poderá repetir ou publicar na web o evento gerado, o qual poderá ser analisado posteriormente pelo professor. Este, por sua vez, poderá registrar suas observações para o aluno.

O Newton oferece diversas vantagens para alunos, professores e escolas, permitindo a repetição de experiências, sem custos extras com consumo de materiais, em um ambiente virtual 100% seguro. Além disso, amplia a interação entre professores e alunos facilitando a transmissão do conhecimento de forma dinâmica e atrativa. Isto é particularmente importante na rede pública de ensino, cujos laboratórios reais ou não existem, ou carecem de materiais consumíveis.

Em 2010, a Educandus levou o Newton para uma feira de educação na Inglaterra, onde teve uma excelente repercussão. A equipe observou que lá não havia software similar, com as mesmas funcionalidades que o Newton, o que foi um grande incentivo para que eles continuassem aprimorando o programa. No mesmo ano, o Newton foi apresentado em outra feira internacional, desta vez na Suíça, onde novamente se percebeu a ausência de produtos com suas características. “Vimos, então, que estávamos fazendo a coisa certa, que o Newton tinha seu quinhão de inovação, até mesmo pela procura, pelas visitas que tivemos em nosso stand, com pesquisadores e educadores de diversos países”, conta Valber.

A Educandus desenvolveu o Newton com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (FAPESB) e da FINEP, através do Edital PAPPE-Subvenção Econômica, com o valor de R$ 480 mil. No momento, este Edital está com inscrições abertas até o dia 03 de agosto, no valor total de R$ 8,6 milhões.

Fonte: http://www.fapesb.ba.gov.br/?p=8721

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